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sábado, 3 de setembro de 2011

POR QUE APRESENTAR O TCC NO CURSO DE TEOLOGIA

O TCC no CFMSV é exigido no término do curso. É solicitado ao seminarista uma Produção Científica, que tenha autenticidade. Fica sob a responsabilidade da coordenação do curso em determinar qual tipo de trabalho será apresentado, podendo ser monografia, dissertação, artigos, eventos científicos, etc.
Teologia é uma ciência e partindo desse principio, é importante para o academico ter um conhecimento sistematizado. 

Conhecimento – prático e sistemático
Aquisição de conhecimento baseado num método científico, organizado e metódico de pesquisa.

Conhecimento“estado ou condição de compreender, entendimento, domínio, competência, sabedoria” - Houaiss (2001)
“o acúmulo de informações de cunho intelectual, com o domínio (teórico ou prático) acerca de um assunto, científico ou não” – Oliveira Neto (2006)
É o resultado de investigação científica, ou seja, o conhecimento apurado sobre determinado assunto, através de estudos e pesquisas.

Ninguém é uma "tábula rasa". Todos adquirem conhecimentos ao longo da vida. Além do conhecimento científico, o aluno precisa também se apropriar de um conhecimento que é fundamental e próprio de todo ser humano, que é o Conhecimento Popular, também conhecimento Empírico, que vem de opiniões de pessoas, o que pensam, suas experiências e vivências. Normalmente não podem ser comprovados
Ex.: leite com manga; mulher de dieta não pode lavar a cabeça, etc...

Vejamos agora um pouco sobre:
Conhecimento Científico - É o que resulta de uma investigação metódica e sistemática dos fatos, fomentando uma análise apurada das causas pelas quais aquele determinado fato acontece, através da prática e da experimentação
Resulta em leis gerais, válidas universalmente para todos os similares...
Ex.: lei da gravidade.
Conhecimento Filosófico - Embasado no idealismo e materialismo, originados respectivamente no pensamento de Platão (427-347 a.C.) e de Aristóteles (384-322 a.C.)
A racionalidade é o método usado na construção desse tipo de conhecimento, predominando o processo dedutivo que precede a experiência. Não se requer comprovação experimental, mas coerência lógica
Ex.”só sei que nada sei”; “pela árvore se conhece os frutos”

 
Como Teólogos, existe um conhecimento que é fundamental para todos que desejam se aprofundar em conhecer mais sobre o sobrenatural de Deus. Esse conhecimento chamado de Conhecimento Teleológico ou Conhecimento Religioso.
Conhecimento teológico - Parte do princípio de que as verdades compreendidas são infalíveis, pois se tratam de revelações divinas.
Ex.: Pneumatologia, Escatologia...

Conhecimento Artístico - Enfatiza a intuição, que produz emoções. Privilegia o “sentir” e não o “pensar”
A preocupação não se dá com o tema, mas com a forma de tratá-lo
Ex.: músicas, obras literárias, obras plásticas...
Conhecimento Técnico-Provém da razão, principalmente da construção do conhecimento de como realizar algo, e os meios para que isso ocorra. Está na base da profissionalização
Ex.: cursos técnicos profissionalizantes.
 Todos esses conhecimentos possibilita a complementação teológica ao Bacharelado e como um acadêmico, estudantes e pesquisadores iniciantes – precisam ser instrumentalizados e capacitados para desenvolver pesquisas e elaborar trabalhos de acordo com o perfil necessário à educação que visa uma qualificação maior daquilo que se quer apreender, se aprofundar.
Uma das diciplinas que melhor prepara o aluno para o desenvolvimento de seu Trabalho de Conclusão de Curso, é a Metodologia do Trabalho Acadêmico, que orienta a organização de seus trabalhos de acordo com as normas da ABNT



terça-feira, 19 de julho de 2011

ORIENTAÇÕES BÁSICAS NA ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO*



Essas orientações não foram feitas pelo administrador do blog, Por estarem muito bem colocadas,resolvi compartilhar com nossos leitores. 



Clarides Henrich de Barba**

RESUMO:
 Este texto trata a respeito das Normas da ABNT com a finalidade de orientar os acadêmicos da Graduação e pós-graduação sobre a publicação de Artigos Científicos procurando estabelecer, de forma sintética, os principais cuidados a ter na escrita do texto científico. Neste sentido, descreve-se seqüencialmente, os sucessivos componentes para a construção do texto cientifico.

PALAVRAS-CHAVE: Artigo. Pesquisa. Ciência.


1. CONCEITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

            O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma questão.  O objetivo fundamental de um artigo é o de ser um meio rápido e sucinto de divulgar e tornar conhecidos, através de sua publicação em periódicos especializados, a dúvida investigada, o referencial teórico utilizado (as teorias que serviam de base para orientar a pesquisa), a metodologia empregada, os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de investigação ou na análise de uma questão.  Assim, os problemas abordados nos artigos podem ser os mais diversos: podem fazer parte quer de questões que historicamente são polemizadas, quer de problemas teóricos ou práticos novos.


2. ESTRUTURA DO ARTIGO

O artigo possui a seguinte estrutura:

1.Título
2. Autor (es)
3. Epígrafe (facultativa)
4. Resumo e Abstract
5. Palavras-chave;
6. Conteúdo (Introdução, desenvolvimento textual  e conclusão),
7. Referências.


2.1- TÍTULO
                       

Deve compreender os conceitos-chave que o tema encerra, e ser numerado para indicar, em nota de rodapé, a finalidade do mesmo.



2.2- AUTOR (ES):

O autor do artigo deve vir indicado do centro para a margem direita. Caso haja mais de um autor, os mesmos deverão vir em ordem alfabética, ou se houver titulações diferentes deverão seguir a ordem da maior para a menor titulação. Os dados da titulação de cada um serão indicados em nota de rodapé através de numeração ordinal.

2. 3- EPÍGRAFE

É  um elemento facultativo, que expressa um pensamento referente ao conteúdo central do artigo.

2.4-  RESUMO e ABSTRACT

                Texto, com uma quantidade predeterminada de palavras, onde se expõe o objetivo do artigo, a metodologia utilizada para solucionar o problema e os resultados alcançados.  O Abstract é o resumo traduzido para o inglês, sendo que alguns periódicos aceitam a tradução em outra língua.

2.5- PALAVRAS-CHAVE:

            São palavras características do tema  que servem para indexar o artigo, até 6  palavras.


2. 6- CORPO DO ARTIGO:
1. INTRODUÇÃO:

O objetivo da Introdução é situar o leitor no contexto do tema pesquisado, oferecendo uma visão global do estudo realizado, esclarecendo as delimitações estabelecidas na abordagem do assunto, os objetivos e as justificativas que levaram o autor a tal investigação para, em seguida, apontar as questões de pesquisa para as quais buscará as respostas. Deve-se, ainda, destacar a Metodologia utilizada no trabalho. Em suma: apresenta e delimita a dúvida investigada (problema de estudo - o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada no estudo (como).


2. DESENVOLVIMENTO E DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS:

                Nesta parte do artigo, o autor deve fazer uma exposição e uma discussão das teorias que foram utilizadas para entender e esclarecer o problema, apresentando-as e relacionando-as com a dúvida investigada;
-         apresentar as demonstrações dos argumentos teóricos e/ ou de resultados que as sustentam com base dos dados coletados;
Neste aspecto, ao constar uma Revisão de Literatura, o objetivo é de desenvolver a respeito das contribuições teóricas a respeito do assunto abordado.
            O corpo do artigo pode ser dividido em itens necessários que possam desenvolver a pesquisa. É importante expor os argumentos de forma explicativa ou demonstrativa, através de proposições desenvolvidas na pesquisa, onde o autor demonstra, assim, ter conhecimento da literatura básica,  do assunto, onde é necessário  analisar as informações publicadas sobre o tema até o momento da redação final do trabalho, demonstrando teoricamente o objeto de seu estudo e a necessidade ou oportunidade da pesquisa que realizou.
Quando o artigo inclui a pesquisa descritiva apresentam-se os resultados desenvolvidos na coleta dos dados através das entrevistas, observações, questionários, entre outras técnicas.

3. CONCLUSÃO

                Após a análise e discussões dos resultados, são apresentadas as conclusões e as descobertas do texto, evidenciando com clareza e objetividade as deduções extraídas dos resultados obtidos ou apontadas ao longo da discussão do assunto. Neste momento são relacionadas às diversas idéias desenvolvidas ao longo do trabalho, num processo de síntese dos principais resultados, com os comentários do autor e as contribuições trazidas pela pesquisa.
            Cabe, ainda, lembrar que a conclusão é um fechamento do trabalho estudado, respondendo às hipóteses enunciadas e aos objetivos do estudo, apresentados na Introdução, onde não se permite que nesta seção sejam incluídos dados novos, que já não tenham sido apresentados anteriormente.

2. 7- REFERÊNCIAS:

            Referências são um conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diferentes tipos de materiais. As publicações devem ter sido mencionadas no texto do trabalho e devem obedecer as Normas da ABNT 6023/2000. Trata-se de uma listagem dos livros, artigos e outros elementos de autores efetivamente utilizados e referenciados ao longo do artigo.

3. LINGUAGEM DO ARTIGO:

            Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente sucinto, exige-se que tenha algumas qualidades: linguagem correta e precisa, coerência na argumentação, clareza na exposição das idéias, objetividade, concisão e fidelidade às fontes citadas. Para que essas qualidades se manifestem é necessário, principalmente, que o autor tenha um certo conhecimento a respeito do que está escrevendo.
            Quanto à linguagem científica é importante que sejam analisados os seguintes procedimentos no artigo científico:

- Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular;
- Objetividade: a linguagem objetiva deve afastar as expressões: “eu penso”, “eu acho”, “parece-me” que dão margem a interpretações simplórias e sem valor científico;
- Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racional, firmada em dados concretos, onde pode-se apresentar argumentos de ordem subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico;
- Vocabulário técnico: a linguagem científica serve-se do vocabulário comum, utilizado com clareza e precisão, mas cada ramo da ciência possui uma terminologia técnica própria que deve ser observada;
- A correção gramatical é indispensável, onde se deve procurar relatar a pesquisa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas, intercaladas com parênteses, num único período. O uso de parágrafos deve ser dosado na medida necessária para articular o raciocínio: toda vez que se dá um passo a mais no desenvolvimento do raciocínio, muda-se o parágrafo.
- Os recursos ilustrativos como gráficos estatísticos, desenhos, tabelas são considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no texto, tendo suas fontes citadas em notas de rodapé. (PÁDUA, 1996, p. 82). 


            Para a redação ser bem concisa e clara, não se deve seguir o ritmo comum do nosso pensamento, que geralmente se baseia na associação livre de idéias e imagens. Assim, ao explanar as idéias de modo coerente, se fazem necessários cortes e adições de palavras ou frases. A estrutura da redação assemelha-se a um esqueleto, constituído de vértebras interligadas entre si. O parágrafo é a unidade que se desenvolve uma idéia central que se encontra ligada às idéias secundárias devido ao mesmo sentido. Deste modo,  quando se muda de assunto, muda-se de parágrafo.
            Um parágrafo segue a mesma circularidade lógica de toda a redação: introdução, desenvolvimento e conclusão. Convém iniciar cada parágrafo através do tópico frasal (oração principal), onde se expressa a idéia predominante. Por sua vez, esta é desdobrada pelas idéias secundárias; todavia, no final, ela deve aparecer mais uma vez. Assim, o que caracteriza um parágrafo é a unidade (uma só idéia principal), a coerência (articulação entre as idéias) e a ênfase (volta à idéia principal).
            A condição primeira e indispensável de uma boa redação científica é a clareza e a precisão das idéias. Saber-se-á como expressar adequadamente um pensamento, se for claro o que se desejar manifestar. O autor, antes de iniciar a redação, precisa ter assimilado o assunto em todas as suas dimensões, no seu todo como em cada uma de suas partes, pois ela é sempre uma etapa posterior ao processo criador de idéias.



4. NORMAS DE APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ARTIGO
4. 1 PAPEL, FORMATO E IMPRESSÃO
De acordo com a ABNT “o projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho”. (ABNT, 2002, p. 5, grifo nosso).
Segundo a NBR 14724, o texto deve ser digitado no anverso da folha, utilizando-se papel de boa qualidade, formato A4, formato A4 (210 x 297 mm), e impresso na cor preta, com exceção das ilustrações.
Utiliza-se a fonte tamanho 12 para o texto; e menor para as citações longas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações e tabelas. Não se deve usar, para efeito de alinhamento, barras ou outros sinais, na margem lateral do texto.

4.2 MARGENS

As margens são formadas pela distribuição do próprio texto, no modo justificado, dentro dos limites padronizados, de modo que a margem direita fique reta no sentido vertical, com as seguintes medidas:
Superior: 3,0 cm. da borda superior da folha
Esquerda: 3,0 cm da borda esquerda da folha.
Direita: 2,0 cm. da borda direita da folha;
Inferior: 2,0 cm. da borda inferior da folha.

4.3 PAGINAÇÃO

A numeração deve ser colocada no canto superior direito, a 2 cm. da borda do papel com algarismos arábicos e tamanho da fonte menor, sendo que na primeira página não leva número, mas é contada.

4.4 - ESPAÇAMENTO

O espaçamento entre as linhas é de 1,5 cm. As notas de rodapé, o resumo, as referências, as legendas de ilustrações e tabelas, as citações textuais de mais de três linhas devem ser digitadas em espaço simples de entrelinhas.
As referências listadas no final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço duplo. Contudo, a nota explicativa apresentada na folha de rosto, na folha de aprovação, sobre a natureza, o objetivo, nome da instituição a que é submetido e a área de concentração do trabalho deve ser alinhada do meio da margem para a direita.

4.5- DIVISÃO DO TEXTO

Na numeração das seções devem ser utilizados algarismos arábicos.  O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe foi atribuído na seqüência do assunto, com um ponto de separação: 1.1; 1.2...
Aos Títulos das seções primárias recomenda-se:
a) seus títulos sejam grafados em caixa alta, com fonte 12, precedido do indicativo numérico correspondente;
b) nas seções secundárias, os títulos sejam grafados em caixa alta e em negrito, com fonte 12, precedido do indicativo numérico correspondente;
c) nas seções terciárias e quaternárias, utilizar somente a inicial maiúscula do título, com fonte 12, precedido do indicativo numérico correspondente.
Recomenda-se, pois que todos os títulos destas seções sejam destacados em NEGRITO.
É importante lembrar que é necessário limitar-se o número de seção ou capítulo em, no máximo até cinco vezes; se houver necessidade de mais subdivisões, estas devem ser feitas por meio de alíneas.
Os termos em outros idiomas devem constar em itálico, sem aspas. Exemplos: a priori, on-line, savoir-faires, know-how, apud, et alii, idem, ibidem, op. cit. Para dar destaque a termos ou expressões deve ser utilizado o itálico. Evitar o uso excessivo de aspas que “poluem” visualmente o texto;

4.6- ALÍNEAS
De acordo com Müller, Cornelsen (2003, p. 21), as alíneas são utilizadas no texto quando necessário, obedecendo a seguinte disposição:
a) no trecho final da sessão correspondente, anterior às alíneas, termina por dois pontos;
b) as alíneas são ordenadas por letras minúsculas seguidas de parênteses;
c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto e vírgula; e na última alínea, termina por ponto;
d) a segunda linha e as seguintes da matéria da alínea começam sob a primeira linha do texto da própria alínea.
4.7-  ILUSTRAÇÕES E TABELAS
As ilustrações compreendem quadros, gráficos, desenhos, mapas e fotografias, lâminas, quadros, plantas, retratos, organogramas, fluxogramas, esquemas ou outros elementos autônomos e demonstrativos de síntese necessárias à complementação e melhor visualização do texto.  Devem aparecer sempre que possível na própria folha onde está inserido o texto, porém, caso não seja possível, apresentar a ilustração na própria página.
Quanto às tabelas, elas constituem uma forma adequada para apresentar dados numéricos, principalmente quando compreendem valores comparativos.
Conseqüentemente, devem ser preparadas de maneira que o leitor possa entendê-las sem que seja necessária a recorrência no texto, da mesma forma que o texto deve prescindir das tabelas para sua compreensão.
Recomenda-se, pois, seguir, as normas do IBGE:
a) a tabela possui seu número independente e consecutivo;
b) o título da tabela deve ser o mais completo possível dando indicações claras e precisas a respeito do conteúdo;
c) o título deve figurar acima da tabela, precedido da palavra Tabela e de seu número de ordem no texto, em algarismo arábicos;
d) devem ser inseridas  mais próximas possível ao texto onde foram mencionadas;
e) a indicação da fonte, responsável pelo fornecimento de dados utilizados na construção de uma tabela, deve ser sempre indicada no rodapé da mesma, precedida da palavra Fonte:  após o fio de fechamento;
f) notas eventuais e referentes aos dados da tabela devem ser colocadas também no rodapé da mesma, após o fio do fechamento;
g) fios horizontais e verticais devem ser utilizados para separar os títulos das colunas nos cabeçalhos das tabelas, em fios horizontais para fechá-las na parte inferior.  Nenhum tipo e fio devem ser utilizados para separar as colunas ou as linhas;
h) no caso de tabelas grandes e que não caibam em um só folha, deve-se dar continuidade a mesma na folha seguinte; nesse caso, o fio horizontal de fechamento deve ser colocado apenas no final da tabela, ou seja, na folha seguinte. Nesta folha também são repetidos os títulos e o cabeçalho da tabela.

4.8- CITAÇÕES
4.8.1- Citação Direta

As citações podem ser feitas na forma direta ou na indireta. Na forma direta devem ser transcritas entre aspas, quando ocuparem até três linhas impressas, onde devem constar o autor, a data e a página, conforme o exemplo: “A ciência, enquanto conteúdo de conhecimentos, só se processa como resultado da articulação do lógico com o real, da teoria com a realidade”.(SEVERINO, 2002, p. 30).
As citações de mais de um autor serão feitas com a indicação do sobrenome dos dois autores separados pelo símbolo &, conforme o exemplo: Siqueland & Delucia (1990, p. 30) afirmam que “o método da solução dos problemas na avaliação ensino- aprendizagem apontam para um desenvolvimento cognitivo na criança”.
Quando a citação ultrapassar três linhas, deve ser separada com um recuo de parágrafo de 4,0 cm, em espaço simples no texto, com fonte menor:
Severino (2002, p. 185) entende que:

A argumentação, ou seja, a operação com argumentos, apresentados com objetivo de comprovar uma tese, funda-se na evidência racional e na evidência dos fatos. A evidência racional, por sua vez, justifica-se pelos princípios da lógica. Não se podem buscar fundamentos mais primitivos. A evidência é a certeza manifesta imposta pela força dos modos de atuação da própria razão.

No caso da citação direta, deve-se  comentar o texto do autor citado, e nunca concluir uma parte do texto com uma citação.
No momento da citação, transcreve-se fielmente o texto tal como ele se apresenta, e quando for usado o negrito para uma palavra ou frase para chamar atenção na parte citada usar a expressão em entre parênteses (grifo nosso). Caso o destaque já faça parte do texto citado usar a expressão entre parênteses: (grifo do autor).

5.8.2- Citação Indireta

A citação indireta, denominada de conceitual, reproduz idéias da fonte consultada, sem, no entanto, transcrever o texto. É “uma transcrição livre do texto do autor consultado” (ABNT, 2001, p. 2). Esse tipo de citação pode ser apresentado por meio de paráfrase quando alguém expressa a idéia de um dado autor ou de uma determinada fonte A paráfrase, quando fiel à fonte, é geralmente preferível a uma longa citação textual, mas deve, porém, ser feita de forma que fique bem clara a autoria.

5.8.3- Citação de citação

A citação de citação deve ser indicada pelo sobrenome do autor  seguido da expressão latina apud (junto a) e do sobrenome da obra consultada, em minúsculas, conforme o exemplo Freire apud Saviani (1998, p. 30).

5.9- Notas de Rodapé

As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos, tecer considerações, que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a seqüência lógica da leitura. Referem-se aos comentários e/ou observações pessoais do autor e são utilizadas para indicar dados relativos à comunicação pessoal.
As notas são reduzidas ao mínimo e situar em local tão próximo quanto possível ao texto. Para fazer a chamada das notas de rodapé, usam-se os algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração progressiva nas folhas. São digitadas em espaço simples em tamanho 10.  Exemplo de uma nota explicativa: A hipótese, também, não deve se basear em valores morais. Algumas hipóteses lançam adjetivos duvidosos, como bom, mau, prejudicial, maior, menor, os quais não sustentam sua base científica. [1]

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pretendeu-se neste trabalho proporcionar, de forma muito sintética, mas objetiva e estruturante, uma familiarização com os principais cuidados a ter na escrita de um artigo científico. Para satisfazer este objetivo, optou-se por uma descrição seqüencial dos componentes típicos de um documento desta natureza. O resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e pequena dimensão que pretendia atingir. Ele também constituirá um auxiliar útil, de referência freqüente para que o leitor pretenda construir a sua competência na escrita de artigos científicos. Faz-se notar, todavia, que ninguém se pode considerar perfeito neste tipo de tarefa, pois a arte de escrever artigos científicos constrói-se no dia-a-dia, através da experiência e da cultura.

7. REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT, Rio de Janeiro. Normas ABNT sobre documentação. Rio de Janeiro, 2000. (Coletânea de normas).

FRANÇA, Júnia Lessa et alii. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 6ª ed., rev. e aum.,  Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2003.

KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. 14ª ed., Petrópolis: Vozes, 1997.

MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce. Normas e Padrões para teses, dissertações e monografias. 5ª ed. Londrina: Eduel, 2003.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22ª edição, São Paulo: Cortez, 2002.






* Texto elaborado a partir das Normas da ABNT para as aulas de Metodologia Científica e Metodologia da Pesquisa Científica nos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação
** Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria- UFSM  e Prof. Adjunto do Departamento de Sociologia/Filosofia da Fundação Universidade Federal de Rondônia- UNIR.
[1] Contudo nem todos os tipos de investigação necessitam da elaboração de hipóteses, que podem ser substituídas pelas “questões a investigar”.

ATIVIDADE DA DISCIPLINA LINGUA PORTUGUESA


CENTRO DE FORMAÇÃO MINISTERIAL “SEMENTE DE VIDA”
CURSO: BACHAREL EM TEOLOGIA
DISCIPLINA: PORTUGUÊS
PROFESSOR(A): DELMAIR
DATA: 
MÓDULO - 1





EXERCÍCIOS:  Produção, Análise Semântico e Sintática de textos
Antonio de Jesus Cruz Araújo




TEXTO 1

1-   Pesquisar sobre um texto bíblico que seja narrativo:
R - Atos 2: 1-4, que narra o dia de pentecostes e fala tudo como aconteceu detalhadamente.
Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
De repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam assentados e apareceram distribuídas entre eles línguas como que de fogo e pousou uma sobre cada um deles.  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
ANALISE
SEMÂNTICA
Texto narrativo. O enredo é organizado de forma seqüenciada, onde os fatos são narrados seguindo uma lógica. O narrador não se apresenta como personagem do texto, podendo assim ser denominado narrador observador. No segundo parágrafo existe uma colocação na frase que pode ser substituída por outra expressão: “... como que de fogo”.
SINTÁTICA:
O texto possui palavras com:
Dígrafos: assentados, encheu, passaram.
Palavras dissílabas: todos, mesmo, como, vento, toda, casa, onde, fogo, entre, etc.
Paroxítonas: Pentecostes, assentados, passaram, etc.
Verbos: estavam, apareceram, pousou, ficaram (pretérito)
Encheu (presente do indicativo).
Substantivo próprio: Espírito Santo.

TEXTO 2
2-   Descrever os primeiros dias na escola;
R - No meu 1º dia de aula, vi muitas crianças contentes, muitos pais com seus filhos, a professora toda arrumada, a sala com os bancos todos alinhados e senti muita ansiedade por chegar e sentar no meu lugar, mas um sentimento de tristeza me deixou marcas por muito tempo. Meu pai não estava presente neste dia tão importante. Por isso, esse dia foi o pior e o melhor dia de minha vida. O pior, porque todos os alunos foram levados por seus pais e eu, além de ir só, levei os livros em um saco de japonesa. O melhor, porque todo mundo pegou bolo, menos eu. Em compensação, no 2 º dia fui o campeão de “bolo”, para aprender a contar de 1 a 10.

ANÁLISE
Semântica
Texto narrativo descritivo
Características físicas: é um texto coerente, que narra fatos de forma seqüenciada, linear, com começo, meio e fim. O narrador é a personagem principal do texto, pois conta a sua experiência do 1º dia de aula.
Psicológicas: Seus sentimentos são demonstrados no enredo, como a ansiedade do autor ao chegar na escola e sentar-se em seu lugar, sua tristeza pela ausência do pai e sua alegria por não ganhar “bolo”.

Sintática
Na narrativa, os verbos estão no pretérito, por se tratar de algo que já aconteceu. Ex: vi, senti, deixou, estava, foi (verbo ser), foram, levei, pegou, fui. Observa-se a presença no inicio do texto, do pronome possessivo meu. Também são usados muitos adjetivos: contente, arrumada, alinhados, pior, melhor.
Substantivos abstratos: alegria, tristeza, ansiedade.

TEXTO 3

3- Elabore um texto sobre O Poder da Palavra.
A palavra falada tem um alto valor psicológico e espiritual. Às vezes falamos sem pensar e dizemos coisas que podem destruir. Há palavras que constroem, é como a palavra de Deus. Ex: Todas as coisas foram feitas por intermédio da Palavra. “... haja luz, e houve luz”.
A palavra que destrói, é aquela que quando você fala, ela tem o poder de destruir um sonho, uma vida, um sentimento, um casamento, um relacionamento e assim por diante, porque quando você fala, ela bate como uma pedra sobre o emocional da pessoa que a ouve e se transforma em uma placa bloqueadora nos desejos e nos sentimentos da pessoa. Se você faz uma crítica a alguém, se for construtiva, ela tem o poder de animar a pessoa, mas se for destrutiva, tudo o que foi planejado será destruído, deixando ainda marcas profundas na vida da pessoa.
Todavia a palavra pode ser criadora ou destruidora, tanto é que Jesus disse que por nossas palavras seremos julgados. A palavra ao ser pronunciada, tem o poder de atingir tanto quem a ouve, quanto a que fala, pois uma fonte não pode jorrar da mesma abertura água doce e salgada.


ANÁLISE

Semântica:
Texto dissertativo
A idéia principal do texto está centrada no poder que a palavra exerce sobre a vida de alguém.
O processo de raciocínio vai do particular para o geral.
Existem exemplos e comparações. Não possui citações e nem esquemas. Apresenta frases longas, na maioria das vezes, dividindo parágrafos.
O nível da linguagem obedece à norma culta.

Sintática
O texto apresenta frases que transmite as idéias de forma clara.
Os verbos são usados em vários tempos:
Presente – tem, falamos
Pretérito – foi, foram,
Futuro - seremos, será.
Adjunto adverbial:
Negação - não



terça-feira, 21 de junho de 2011

APRESENTAÇÕES DO SEMINÁRIO SOBRE "DONS MINISTERIAIS"



 SEMINARISTA MAURÍCIO
 SEMINARISTA LÚCIA, PROFESSOR MARCOS VIANA E SEMINARISTA ESDRAS
 SEMINARISTAS EKTAMAR E JESUINA


 PROFESSORA CONCEIÇÃO AO LADO DA PROFESSORA EDNA E SEU ESPOSO PRESTIGIANDO A APRESENTAÇÃO DOS SEMINARISTAS
 NOVOS CONVERTIDOS DA IGREJA BATISTA CENTRAL FORAM O PÚBLICO ALVO ESCOLHIDO PARA PRESTIGIAREM ESSA APRESENTAÇÃO.
 SEMINARISTAS EDEILSON E JESUINA EM MOMENTO DE APRESENTAÇÃO



 EKTMAR, SEMINARISTA E LIDER DA REDE DE JOVENS DA IBPAZ - COHAB
 PASTORA WILDETE, COORDENADORA DO SEMINÁRIO E ORGANIZADORA DO SEMINÁRIO "DONS ESPIRITUAIS"
 EKTAMAR E JULIO, SEMINARISTAS EM MOMENTO DE EXPOSIÇÃO DO TRABALHO

ESDRAS, LÍDER DA REDE DE JOVENS, FEZ UMA REFLEXÃO SOBRE TODOS OS DONS.

terça-feira, 7 de junho de 2011

DONS MINISTERIAIS - MAURÍCIO SÉRGIO

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PR. WILSON - ANGELOLOGIA

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domingo, 24 de outubro de 2010

EVANGELISMO EM ITAPECURU MIRIM

 
Alunos do Centro de Formação Ministerial "Semente de Vida", para cumprimento da disciplina Estágio I, realizam trabalho evangelístico em Itapecurú Mirim, sob a coordenação da professora Wildete Silva, que também é coordenadora pedagógica deste seminário.

Essa é a demonstração da fome de um missionário. (fome ou uma aberração? kkkkk)
Jovens convidados no evangelismo de rua
2ª vida ganha nesse trabalho maravilhoso.
Depois da bóia, uma sobremesa de pirulito.
Esdras, um levita que sabe chamar a glória de Deus.
Seminarista Julio no trabalho com crianças.
Uma breve parada na estrada para repor as energias, com uma água de coco.
Saindo para uma grande  missão
A vitória jamais virá se não clamarmos pelo nosso Deus.

Culto à noite
Mauricio abrindo o trabalho da 1ª noite.

Precisamos fazer ouvir a nossa voz



Casal mô do evangelismo
Família amada por todos nós.
Antes da apresentação da peça na praça do mercado.
Momento de descontração. Isso não é tarefa fácil.....
Edeilson da rede de crianças
Ministração e oração para entrarmos em uma vigilia da casa da Josélia
Edeilson se preparando para enfrentar Golias (kkk)















Ôba!!! Lanche para todos!!!!



Todos se envolveram no trabalho com as crianças.








Joelho no chão, cara no pó. Clama e talvez ainda há esperança.