Mostrando postagens com marcador Estudos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de junho de 2011

REFUTANDO A IDOLATRIA AOS SANTOS COMEMORADO NO MES DE JUNHO PELO CATOLICISMO

Originalmente o calendário religioso utilizado pela Igreja era uma adaptação dos calendários grego e romano, e portanto foi bastante influenciado por importantes eventos pagãos.
1. AS FESTIVIDADES RELIGIOSAS.
A partir da Idade Média, o calendário romano foi definitivamente adotado (“cristianizado”) passando a ser utilizado por toda igreja ocidental, quando foram incluídos a celebração das festas dos “santos” e dos “mártires”. Daí surgiu o atual “calendário dos santos da Igreja católica” (a Igreja Católica dedica aproximadamente 42 dias no ano a um(a) santo(a)). Vários grupos protestantes eliminaram completamente o calendário religioso, celebrando apenas alguns eventos que consideram importantes (ex: Natal).
2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS:
Santo:
No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “QADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”.
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…” – 1 Pedro 2.9
Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26).
“…segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. – Romanos 8.27
“Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”. – Efésios 4.11,12
Canonização:
Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.
De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.
A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. – 1 Timóteo 2.5
“…o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. – Romanos 8.34
3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA
Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?
- Sl 115.4-7; 1 Co 8.4 – A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
- Êx 20.3-5; Is 42.8 – O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém.
- Ez 14.3,4 – Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.
- Dt 18.9-12; Is 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.
OBS: a definição da Enciclopédia Britânica (BARSA) para FESTA RELIGIOSA é: Um dia consagrado à memória ou à comemoração de um evento histórico religioso.
- Dt 32.17; Sl 106.36; 1 Co 10.20,28 – Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.
Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas:
- Iemanjá ? Senhora Aparecida.
- Xangô ? São Jerônimo.
- Oxossi ? São Sebastião.
- Iorí ? Cosme e Damião.
4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”
Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lc. 1:26,36). Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na Bretanha (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!
Ainda hoje o dia 24 de junho é largamente celebrado na Escandinávia, na Alemanha e na Finlândia com fogueiras pagãs. A história relata que até o século passado os camponeses da Finlândia praticavam encantamentos mágicos durante o solstício de verão, a fim de obterem maior fertilidade nos animais.
No Brasil as “festas juninas” são realizadas em todo o país no mês de junho (daí o nome “juninas”, e culminam no Dia de São João). O principal momento da festa é a quadrilha, em que vários casais vestidos de caipira encenam uma cerimônia de casamento (que normalmente não acontece).
CONCLUSÃO:
1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) – Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27

2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER – 1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11

3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM – Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – Dt 6.3-9; Pv 22.6
4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL1 Co 10.23-33; Pv 6.28

FONTES DE PESQUISA:
- Babilônia: A Religião dos Mistérios – Ralph Woodrow.
- Enciclopédia Britânica – BARSA.
- Enciclopédia de Bíblia e Filosofia 0- R. N. Chaplin e J. M. Bentes.
- A sabedoria das Runas (livro secular).
- A umbanda e as suas ordens (livro secular).

sábado, 19 de março de 2011

AS EXIGÊNCIAS DO CULTO A DEUS

Isaías 1.10-17


INTRODUÇÃO

1. Ilustração

“A adoração nunca foi considerada assunto de grande importância no pensamento das Igrejas Reformadas.” Esta é a frase inicial do autor, Jean Jacques Von Allmen, professor da faculdade protestante de Teologia de Neuchatel, na Suíça, na sua obra “O Culto Cristão”, quando discute em sua obra a importância de compreender o culto como evento precedido de ações concretas. Afirma na sua obra O Culto Cristão, que isto só pode ser feito com base nas Escrituras, que apresentam o verdadeiro lugar do culto e seu papel fundamental na vida daquele que se relaciona com Deus. Em contrapartida, o culto é um assunto importantíssimo nos dias atuais, já que este é o ano da ação social na Igreja Presbiteriana do Brasil, e há por parte da Comissão de Ação Social da IPB, a expectativa de que este tema seja relacionado com a prática litúrgica.


2. Explicação

Esta relação é bem delineada no livro de Isaías, capítulo 1, versículos 10 a 17. Este trata do culto, no contexto de Jerusalém, no século VIII.

O texto tem início com a nomeação de Jerusalém, de forma metafórica, pelos nomes Sodoma e Gomorra. Isto indica que o proceder dos habitantes de Jerusalém não é distinto do procedimento destas cidades, conhecidas pelo pecado e pela ruína advinda deste. [1] O verso 10 tem por interlocutores os príncipes e o povo. Os príncipes, líderes do povo, têm responsabilidade maior. [2] Mas não tem toda a responsabilidade, já que o povo também é citado como interlocutor no texto. A acusação feita contra os príncipes e o povo estão no verso 15: as mãos destes, que cultuam a Deus, estão cheias de sangue, metáfora para o procedimento pecaminoso.

O texto lido tem linguagem cúltica. Utiliza os ritos e elementos do culto e critica os cultuantes usando a forma do pleito bilateral: Deus entra em demanda com o povo mostrando os atos pecaminosos. A justiça social é relacionada ao culto.[3] A mensagem é que, enquanto o povo viver na injustiça, todo o culto está viciado. O culto, assim feito, torna-se intento perverso de composição ou suborno. [4]

Os ritos do culto são apresentados no texto, e estes, segundo Lagenest, “constituem-se, essencialmente, num conjunto de gestos e palavras que exprimem, de maneira sensível, diversas atitudes religiosas interiores; por conseguinte, estão como que impregnados por elas - sem essas atitudes, ficariam vazios, desprovidos de significado. Nesse sentido, os ritos são ações simbólicas e seu próprio simbolismo as torna religiosas.”[5] Profeta não critica os símbolos, mas as atitudes que os precedem.

Em momento algum o profeta se posiciona contra o culto a Deus propriamente dito. Ele, ao contrário, visa uma mudança de conduta daqueles que prestam cultos a Deus. Deixa isto claro no verso dezessete: cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem.[6] A abundância de elementos cúlticos tratados (sacrifícios, holocaustos, gordura, sangue, visitas, ofertas, incenso, gestos e preces) é contraposta à abundância de perversões e a inutilidade dos atos prestados por aqueles indivíduos, por causa de sua conduta. A resposta de Deus para este culto é apontá-lo como vazio, execrável, detestável, não ouvido e tantas outras reprimendas. Neste aspecto, a maior parte dos posicionamentos de Deus está, no texto hebraico, no perfeito. Isto indica ações concluídas, como, por exemplo, a expressão estou farto e não me agrado, do verso 11. Outros verbos, que apontam para aquilo que o povo deve fazer, mostram as intenções de Deus para o presente e futuro. Um exemplo está no versículo 13, que fala: não continueis a trazer ofertas vãs.

O texto afirma, portanto, a dicotomia entre culto e vida. Inclui nisto a piedade pessoal, manifesta pela menção das orações no verso 15. Afirma quais são as atitudes exigidas daquele que cultua a Deus, para que seu culto se mostre sincero diante daquele que é o Senhor da sua vida.

PROPOSIÇÃO
O tema proposto, portanto, pelo texto lido, são “As Exigências do Culto a Deus”

Sentença de Transição
E a primeira exigência do culto a Deus é que este:
I.            Deve ser feito de mãos limpas
Diz assim o texto de Isaías, no verso 15 e 16, parte a:
Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos...

Introdução
São oito os aspectos fundamentais do culto: o lugar, o tempo, os executores, os participantes, a intensidade, a intenção e o envolvimento.[7] Dentre estes, quatro aspectos estão mais comprometidos. Os participantes são indignos, a intensidade (que diz respeito à qualificação) é insuficiente, a intenção está comprometida pelos pecados e o envolvimento não é pleno, já que não atinge a vida fora do ambiente cúltico. Para resolver este hiato entre culto e vida, é fundamental atentar para um aspecto basilar.

1. Primeira subdivisão

O culto que agrada a Deus deve ser norteado pela “pureza de vida”, ou seja, pela prática da vontade de Deus em toda a vida.

Discussão
Esta proporciona a restauração do culto verdadeiramente aceito. Atos contra a vida do próximo é o que pressupõe a figura usada no texto. As mãos dos cultuantes, sujas do sangue dos sacrifícios, também estão sujas com o sangue do próximo. Esta é a acusação feita contra os príncipes e contra todo o povo: estes atentavam contra o próximo, e agiam como se isto não tivesse relação com o culto, o que os levava a estender as mãos e orar ao Senhor como se ele não se importasse com isso. Duas atitudes são fundamentais. Eles devem lavar-se e purificar-se, o que aponta para um aspecto fundamental do culto que agrada a Deus: este deve ser marcado não apenas pela lavagem ritual, pela pureza ritual, mas pela limpeza nos atos cometidos. É um apelo para a mudança radical de comportamento. [8]


2. Segunda subdivisão

A tradição a respeito de Jesus não se cala quanto a este aspecto do culto. Afirma até a falsa crença de que derramar sangue alheio por causa de crenças religiosas é culto a Deus.

Discussão
Em João, capítulo 16, verso 2, afirma que os judeus expulsarão das sinagogas, mas viria a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Os atos contra a vida humana não são justificáveis. O que contamina, segundo Jesus, é o que sai do interior, e não a mera observância de prescrições rituais. Por isto, a lavagem, que em Isaías já tem a conotação de proceder retamente e tirar a impureza dos atos, é reapresentada por Jesus. Ele afirma que esta lavagem interior é mais importante que a lavagem de mãos literal. Mateus, capítulo 17, versículo 20, afirma que as maldades praticadas e faladas é que contaminam, mas o comer sem lavar as mãos não o contamina.

Aplicação
Esta primeira exigência do culto, a pureza da vida, é fundamental para os dias atuais. O culto abarca a vida, já que Deus é presente em todos os momentos, e a relação com Deus tem relação com a relação interpessoal. Por isto, aquele que se relaciona com Deus deve preceder os atos cúlticos com a preservação da integridade do próximo. Como diz Jesus, em Mateus, capítulo 5, versos 23 e 24, que se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.

Sentença de Transição

E a segunda exigência do culto a Deus é que este:

II. Deve incluir atos de bondade

Diz assim o texto de Isaías, no verso 16 e 17, parte a: tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem;


Introdução
Este é um tríplice apelo à prática da bondade. A maldade praticada pelos cultuantes faz dos atos cúlticos maldades postas diante de Deus, e por isto o apelo do verso 16 é tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos. Esta petição é seguida de uma ordenança: o mal deve ser cancelado. Não quer dizer aqui que o culto é maldade, mas as práticas dos cultuantes contaminam o culto, e devem ser corrigidas. Daí, a terceira orientação, no verso 17a: aprendei a fazer o bem. A bondade é uma atitude requerida pela divindade, e que faz do culto um ato de sinceridade.


1. Primeira subdivisão
O culto deve ser norteado pela “prática do bem”, ou seja, a vontade de Deus deve ser aprendida e obedecida em toda a vida.

Discussão
O bem aqui é expresso como retidão que deve ser dinâmica (aprendida). O mal e o bem são contrapostos. São elementos universais que advém de princípios morais e éticos que servem para julgar atitudes. [9] Praticar o mal faz dos elementos cúlticos, outrora símbolos de piedade e devoção, símbolos, conforme o texto, de maldade cúltica. O próprio texto de Isaías admoesta a rejeitar o mal e assumir o bem como prática, no capítulo 7, versículo 15. No ato pecaminoso, o ser humano faz daquilo que é bom, mal, e vice-versa, e nisto está o perigo de manter-se a transgressão. [10] Praticar o bem é impregnar de verdade e bondade a vida, e por isto o bem, em nível cúltico, é apregoado. O bem é, na ordem do texto, uma realidade que envolve a anulação do mal e o aprendizado daquilo que é a vontade de Deus. Esta repreensão vem reafirmar que as repreensões são destinadas a acabar com a ilusão de que Deus deseja somente gestos cúlticos, e nada mais.[11] Deus requer o caminho de volta, para que o culto se torne novamente aceitável.

2. Segunda subdivisão

A tradição a respeito de Jesus também não se cala quanto a este aspecto do culto. Afirma a prioridade do bem requerido por Deus, em comparação com as determinações e tradições rituais.

Discussão
Em Mateus, capítulo 12, verso 12, está escrito: Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. O bem é a prioridade, e não o mandamento da guarda do sábado estritamente obedecido, o aspecto ritual ou o elemento cúltico. Um princípio basilar do culto é a prática do bem. Por isto, quando o mal é praticado, o significado dos atos cúlticos é esvaziado. O bem e o mal não são definidos por Jesus conforme princípios e normas rígidas, mas pela vontade de Deus em vista da ação concreta. [12] Isto é um critério análogo ao do texto: a determinação de que o culto deve ser prestado com os elementos descritos - sacrifícios, holocaustos, sangue, gordura, incenso e outros – não excluem, justificam ou substituem a exigência da prática do bem.
Aplicação
Esta segunda exigência do culto, a bondade, é fundamental para os dias atuais. O culto abarca a vida, e a bondade é indispensável. Mas esta deve ser aprendida. Onde esta é aprendida? Como? A resposta está no Salmo 4, verso 6, sobre isto: Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? SENHOR levanta sobre nós a luz do teu rosto.

Sentença de Transição

E a terceira exigência do culto a Deus é que este:

III. Deve incluir atos de justiça

Diz assim o texto de Isaías, no verso 17b: atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.

Introdução
A justiça é o tema fundamental desta parte. Esta inclui a orientação aos oprimidos, a defesa dos órfãos e a defesa das viúvas. Aqui está descrito mais diretamente o caminho para o retorno à prática que agrada a Deus. São mencionados os órfãos e viúvas, que aponta para necessidade de buscar a justiça para os oprimidos da sociedade, que não tem como, por si, uma forma de conseguirem superar suas dificuldades.[13]

1.Primeira subdivisão

Por isto, é uma exigência do culto a Deus a busca do direito do próximo. Esta proporciona a restauração do culto verdadeiramente aceito.


DiscussãoO termo traduzido por justiça também pode ser traduzido como sendo direito. O texto aponta para a necessidade da prática de cuidados em favor daqueles que sofrem. Esta exigência do profeta tem ligação com o auxílio divino, sem o qual ninguém é nada. Atender ou buscar a justiça para outro é fazer aquilo que Deus faz em nosso favor. O que na versão portuguesa é traduzido por repreendei o opressor é melhor traduzido por levantar o oprimido. Mostra que o destino daqueles que não tem condições de subsistir sem maiores dificuldades deve ser mudado pelas ações benéficas daqueles que cultuam a Deus. [14] Deus é descrito nas Escrituras, especificamente no salmo 68, verso 6, como “pai de órfãos e juiz das viúvas”. Por isto, não é estranho compreender que aquele que cultua a Deus deve agir direito, com justiça, buscando a preservação daqueles que o próprio Deus atende e cuida, e isto especifica as ordens anteriores dadas aos príncipes e ao povo. [15] A justiça se mostra, aqui, um dos fundamentos através do qual aquele que cultua a Deus esteja expressando na sua vida verdadeira devoção, que culmina no comportamento semelhante àquele que contempla na divindade. A base da exigência ética está no comportamento de Deus, que providencia, como afirma o Salmo 46, verso 1, socorro e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.

2.Segunda subdivisão

Jesus também afirma serem os humildes, simples, pequeninos, o alvo de cuidados de Deus. Afirma que estes devem ser alvo dos cuidados daqueles que adoram a Deus através do culto.

DiscussãoEsta obrigação de ser zeloso com a justiça, buscando-a, é expressa em Mateus, capítulo 5, versículo 6: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Aqueles que buscam a justiça só o farão se tiverem fome e sede, ou seja, desejarem ardentemente a justiça. Será farto de justiça aquele que busca a justiça para os outros, e não só aqueles que buscam só para si, ou vêem como atribuição de outrem. Justiça não é apenas fazer valer o que está na lei escrita, mas preservar a dignidade e o direito do outro de ter acesso ao básico para a sua sobrevivência. Interessar-se por aquele que é alvo do cuidado de Deus faz parte da prática da justiça.

AplicaçãoEsta terceira exigência do culto, a prática ou atos de justiça, é importantíssimo para a vida comunitária. A compreensão do cristão, que cultua a Deus e pratica serviços religiosos, deve estar indissoluvelmente ligada à manutenção de cuidados com os mais necessitados. Isto faz da vida daqueles que servem a Deus expressão e reflexo daquilo que é apregoado e vivenciado pelo cultuante. O cultuante deve fazer para os outros os que creem que Deus faz consigo. Isto é uma afirmação importante de verdadeiro cristianismo. Acabam atribuindo expressão e sinceridade para as ofertas e demais atos de dedicação. Os atos cúlticos não são manifestações de necessidades intrínsecas da divindade, mas expressão de gratidão por tudo o que Deus proporciona, manifestação de arrependimento pelos atos pecaminosos cometidos, expressões de fé e fidelidade, além de testemunhos eloquentes da busca da vontade de Deus. Isto é gerador de progresso, já que provoca a inclusão daqueles que, outrora excluídos por sua condição, encontram no fiel o cuidado e a proteção.

Sentença de Transição

E concluindo, o culto a Deus tem exigências, não é de forma alguma descomprometido com a vida ou o proceder.

CONCLUSÃO
1. Em primeiro lugar
, o culto a Deus deve ser feito de mãos limpas, sendo norteado pela “pureza de vida”, ou seja, pela prática da vontade de Deus em toda a vida. Também deve ser norteado pelo seguimento do exemplo de Jesus, que afirmou e viveu o preceito de que o que contamina é o que sai do interior, devendo a lavagem ser a lavagem externa, mas também o procedimento reto. Esta primeira exigência do culto, a pureza da vida, é fundamental para os dias atuais, já que a relação com Deus tem relação com a relação interpessoal. Por isto, aquele que se relaciona com Deus deve preceder os atos cúlticos com a preservação da integridade do próximo.


2. Em segundo lugar, o culto a Deus deve incluir atos de bondade, sendo norteado pela “prática do bem”, ou seja, a vontade de Deus aprendida e obedecida em toda a vida. Esta repreensão que vem acabar com a ilusão de que Deus deseja somente gestos cúlticos, e nada mais. E também a afirmação da prioridade do bem requerido por Deus, em comparação com as determinações e tradições rituais, elemento pregado e vivido por Jesus. Por isto, Por isto, aquele que se relaciona com Deus deve preceder e fazer dos atos cúlticos uma prática da bondade.

3. Em terceiro lugar, o culto a Deus deve incluir atos de justiça, sendo inerente ao culto a exigência da busca do direito do próximo, que proporciona a restauração do culto verdadeiramente aceito e providencia socorro àqueles que são alvo do cuidado de Deus. E também a compreensão de que os humildes, simples, pequeninos, o alvo de cuidados de Deus, e ser zeloso com a justiça, como Jesus apregoa, é ter fome e sede de justiça, preservando a dignidade e o direito do outro de ter acesso ao básico para a sua sobrevivência. Interessar-se por aquele que é alvo do cuidado de Deus faz parte da prática da justiça.

Que o culto a Deus seja realizado por seu povo. Mas que as exigências deste culto sejam cumpridas, de forma a fazer do culto a Deus a expressão viva da vida do seu povo. Que Deus nos abençoe.

                                                   Brian Gordon Lutalo Kibuuka


sexta-feira, 18 de março de 2011

VISÃO CELULAR - PASSO A PASSO PARA UM CRESCIMENTO SOBRENATURAL NO REINO DE DEUS

Conhecendo a Visão Celular no Modelo dos 12

" disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)

" porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandiosamente." (Gênesis 17:2) 

"O menor virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu, o SENHOR, ao seu tempo o farei prontamente. A Visão Celular é fácil, prática e possível. Não é mais uma denominação, mas um modelo de evangelização que traz crescimento, multiplicação e muita responsabilidade com a Igreja local. 

O alvo da Visão é fazer de cada membro de Igreja um discípulo do Senhor Jesus, e um líder no Modelo dos 12. Essa Visão veio para nos levar a fazer exatamente o que Jesus mandou que fizéssemos: discípulos de todas as nações da terra. "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo." (Mateus 28:19)

Tudo que envolve a Visão Celular está relacionado a ganhar vidas, pois para isso Jesus veio , morreu, ressuscitou e voltará. A Visão não tem um cunho doutrinário, pois ela é devocional; é uma estratégia que atrai um resultado que todos podem experimentar e reconhecer que, de fato, só Deus dá tamanho crescimento. "De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." (I Coríntios 3:7) 
Quando a Visão é implantada na Igreja gera uma restauração completa. Os líderes sentem alegria em compartilhar a Palavra numa dimensão ainda maior. As pessoas são treinadas para ganhar outras vidas, há dinâmica nas reuniões, tanto nos cultos principais quanto nas células, nas macro-células, nos 12 e nas Redes, vem com uma explosão de alegria e todos os nossos objetivos são alcançados. 

1. Etapas da Visão

A Visão Celular pode ser compreendida por qualquer veterano na Igreja ou novo convertido. Ela é processada de uma forma que, além de trazer muitos conteúdos bíblicos, adestra a pessoa em uma velocidade muito grande formando um líder de êxito em um tempo hábil. 
As etapas da Visão Celular são: "GANHAR", "CONSOLIDAR", "DISCIPULAR" e "ENVIAR".

GANHAR

Acontece através do evangelismo pessoal, das células de multiplicação, cultos das Redes e cultos de celebração. Podemos realizar programas que atraiam as pessoas segundo a sua faixa etária, como chás, cafés, jantares, reuniões de oração, lazer com propósito evangelizador etc. Devemos sempre utilizar recursos, buscando alternativas que funcionem; tudo debaixo da direção de Deus. 

CONSOLIDAR

É o processo de firmar o novo convertido na fé, é doutrinar, ensinar o caminho, tirar das trevas para a luz. Esse é o processo mais singular da Visão Celular, tanto que chamamos a consolidação de "pulmões da Visão". A consolidação bem planejada é o sustentáculo da multiplicação.

Quando alguém aceita a Jesus, como Senhor e Salvador de sua vida, precisa de cuidado e acompanhamento, para que sinta-se seguro e possa, dessa forma, ser conduzido ao Pré-encontro, Encontro e Pós-encontro. Aí o novo discípulo será incentivado a ingressar na Escola de Líderes e cumprir todas as etapas da Visão Celular como: 

1. Pré-encontro: 
O Pré-encontro acontece uma vez por semana durante um mês e cada reunião tem a duração de uma hora. Objetiva esclarecer para o novo convertido os princípios básicos da Palavra de Deus, estimulando-o a ir ao Encontro, que é tremendo!

2. Encontro

O Encontro tem a duração de três dias. Sempre que possível, deve ser realizado em um lugar fora da cidade para que as pessoas possam ficar longe do contato secular. 

No Encontro, as feridas são saradas, o caráter é tratado, somos levados a um genuíno arrependimento e comunhão profunda com Deus. Saímos confrontados pelo ensino da Palavra e com a responsabilidade de ganharmos as pessoas para Jesus. 

3. Pós-encontro

O Pós-encontro segue os mesmo princípios do Pré-encontro e capacita o discípulo a vencer os contra-ataques do diabo, resistindo a cada um deles. 

É de fundamental importância fazer o Pós-encontro, pois o inimigo tentará atacar em cinco áreas específicas: família, amigos do passado, finanças, saúde e mente.

DISCIPULAR

Quando o discípulo ingressa na Escola de Líderes, recebe inúmeros ensinamentos acerca da Palavra de Deus e recebe ainda mais do caráter de Cristo a cada lição. Isso gera um desejo de não apenas ganhar as vidas, mas discipulá-las. Então, no segundo bloco da Escola, o aluno já está liberado, debaixo do acompanhamento do seu discipulador, para começar a liderar uma célula. 

O aluno da Escola de Líderes deve procurar ser um excelente aluno, colocando todos os ensinamentos recebidos em prática no dia-a-dia, principalmente quando estiver discipulando as vidas que o Senhor confiará em suas mãos.

É muito importante ter zelo no cuidado com os discípulos, pois isso os faz sentirem-se amados e criará neles o desejo de serem líderes que formarão posteriormente outros líderes. Nesse processo, as gerações começam a ser levantadas. 

ENVIAR

Enviam-se os discípulos quando eles estão preparados para liderar células. Nessa etapa da Visão Celular, o líder forma a sua 1ª geração, realiza seus próprios Encontros, possui Escola de Líderes sob a sua direção; está conquistando territórios. Enfim, ele tem experimentado os resultados benéficos que a Visão Celular produz. 

Na Visão Celular, o ideal antes de levar as pessoas a qualquer culto é introduzi-las sabiamente em uma célula. Muitas pessoas têm medo de Igreja, estão assustadas e traumatizadas por escândalos. Nesses casos, a reunião em casa é a melhor opção. 

Quando a pessoa vai primeiro a reunião de célula para depois freqüentar a uma Igreja em Células, ela chega ao Reino com uma mentalidade de célula, o que facilita a compreensão sobre a Visão.

Um dos melhores lugares para fazer uma célula é nas casas. Vemos isso através de vários exemplos bíblicos. " Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima." (João 1:38,39). " todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo." ( Atos 5:42). "Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo... Saudai a Apeles, aprovado em Cristo. Saudai aos da família de Aristóbulo. Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos da família de Narciso, os que estão no Senhor." ( Romanos 16:5,10,11).

Nas células, os discípulos são impactados por serem trazidos para a intimidade do discipulador, onde não há disfarces e todos mostram realmente quem são. Esse fato faz com que o novo convertido gere interesse de participar das reuniões e cumprir o alvo da Visão Celular: ganhar vidas. "O fruto do justo é árvore de vida; e o que ganha almas sábio é."(Provérbios 11:30 

A Visão Celular tem como objetivo principal ganhar vidas, por isso é uma Visão que busca tratar caráter, confrontar pelo ensino da Palavra, produzir um genuíno arrependimento e comunhão profunda com Deus, além de gerar relacionamentos entre irmãos.

O Encontro não é a Visão Celular; é muita coisa, mas diante do tudo que Deus tem a oferecer, o Encontro não é nada. Não se atrapalhe no processo. Algumas pessoas fazem o Encontro, são impactadas, mas ficam pelo caminho, não compreendem que não podem parar no Encontro, pois Deus tem muito mais para realizar em suas vidas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CONFIABILIDADE DA BÍBLIA

CENTRO DE FORMAÇÃO MINISTERIAL “SEMENTE DE VIDA”

 

CONFIABILIDADE, AUTORIDADE, INFABILIDADE E INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA SEGUNDO: (MATEUS, II TIMÓTEO, I E II PEDRO E HEBREUS).



 Francisco dos Reis Ribeiro Ozório¹


A Bíblia é o livro mais publicado, mais vendido e lido de todos os tempos, dividida em Velho e Novo Testamento, com suas classificações, pentatêuticas, históricas poéticas e proféticas. Relata a história do povo judeu e a existência de um Deus Vivo, verdadeiro, único e fiel e toda a manifestação da sua Glória!

A Verossimilhança da Bíblia é contestada por muitos, tendo por seus maiores e mais críticos refutadores: filósofos, cientistas e ateus que insistem em desacreditar de seus conteúdos, gerando polêmicas em torno da “Fé”, contaminando assim a humanidade.

Por volta de 427-347 a. C, já se difundiam correntes filosóficas, a favor e contra a “Fé”. Ao passo em que Santo Agostinho influenciado pelo idealismo de Platão considera que: “O homem só tem acesso ao conhecimento quando iluminado por Deus”; São Tomás de Aquino (final da Idade Média) afirma: “Que o conhecimento não depende da fé, nem da presença de uma verdade divina no interior do indivíduo, porém acredita que o conhecimento é um instrumento para que o homem se aproxime de Deus”. (realismo aristotélico). Percebe-se, portanto que a polêmica discorrida a respeito da Fé contrapondo-se a razão sempre existiu e sempre existirá. A pedagogia encharcada pela logística contribuiu e contribui para fermentar essa discussão dentro dos anos.

Para argumentar sobre a confiabilidade, autoridade, infabilidade e inspiração da Bíblia segundo: Mateus, II Timóteo, I e II Pedro e Hebreus, são necessários que antes se faça um breve comentário a salientar e dialogar sobre o conhecimento, a lembrar de que o conhecimento dentro da realidade na qual estamos inseridos correspondem a 3 níveis: Humano, Científico e Divino.

Um dos grandes Apóstolos que a Bíblia faz referencia, Paulo, vivenciou uma experiência própria a passar pelos três níveis de conhecimento, homem politicamente sábio e perseguidor da Igreja instruído aos pés de Gamaliel referencial de “Sabedoria humana” em sua época, após cair do cavalo, teve sua natureza que outrora era envolvida, cheio de conhecimento humano e científico, transformada e modificada, e agora cheia de conhecimento Divino. Ele mesmo em sua segunda carta a Timóteo 3-16 à 17 após sua conversão diz: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”. “Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

O conteúdo bíblico muitas vezes ou na maioria das vezes é analisado com uma idéia primária de contestação, muitos passam a lê-la para julgá-la por meio da razão e não buscando entendê-la por meio da fé, porque Bem sabemos que aquele que a busca como fonte de sabedoria Divina, não a resiste. Na carta dos Hebreus a palavra é provada e testificada como algo que surte efeito ao ser compreendido. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. (Hebreus 4-12).


Quando a Bíblia é concebida de acordo com o caráter que ela tem de arma infalível, seu proveito e seu fim é alcançado pelo que diz Pedro, que antes era ignorante na fé e depois consolidado por ela e respaldado na própria palavra da qual até aqui falamos, em sua epístola universal. Que: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus viva, e que permanece para sempre”. (I Pedro 1:23).

A Bíblia se torna autoritária, quando comprovada pela experiência individual dos que a escreveram, não por meio de fábulas e sim de verdades incontestáveis, refiro-me a uma autoridade não opressora ou alienante e sim firme no principio da sabedoria e prudência. “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens Santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. (II Pedro 1-21).

Portanto não há verdades contestáveis na Bíblia que em suma é a própria palavra que saiu e sai (pois esta se renova) da boca de Deus a serviço dos homens, que se faz única, imensurável e fidedigna. Ela mesma traz de uma geração a outra geração o seu cumprimento. “Como pois se cumpriram as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?”. (Mateus 26-54). Jesus aqui relembra aos seus discípulos dentro do contexto que presume a sua morte, que o que está acontecendo naquele dado momento já havia sido profetizado esperando pois o seu fim proposto chegar. Comprova-se aqui que a Bíblia é verdadeira.

Posicionamento crítico

A Bíblia é a única e legítima regra de fé e prática, que passa a ser entendida pelo homem quando este anseia por um princípio que julgue a sua existência, que respalde a sua criação, que sacie a busca profunda pelas origens espirituais, completando-os em nosso desejo de compreensão do principio, meio e fim.

¹Resenhado por Francisco dos Reis Ribeiro Ozório, acadêmico do curso de Bacharel em Teologia Centro de Formação Ministerial “SEMENTE DE VIDA”.-2007


















segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Mulher Cristã e seu papel na sociedade pós moderna


Reflexão sobre A Mulher Cristã e seu Papel na Sociedade Pós – Moderna


Wildete Silva


Observa-se hoje que as relações afetivas sofreram importantes e consideráveis modificações do ponto de vista qualitativo, pois passaram a ser consequência da relação de consumo estabelecida na sociedade.

Homens e mulheres mais do que nunca disputam vagas no mercado de trabalho. As novas tecnologias estão a cada dia mais presentes na vida do ser humano, onde nos conectamos com as mais diversas mídias e recursos tecnológicos segundo as exigências da sociedade pós-moderna, O grande problema disso tudo é a falta de qualificação profissional das mulheres que eram vistas até então como meras “donas do lar”. Muitas ficaram à mercê dos serviços domésticos e não valorizaram a sua qualificação.

A competição nesse caso fica desigual gerando assim uma desigualdade social que traz à mulher uma insatisfação que gera sentimentos que a inferiorizam. Com isso, o papel da mulher na sociedade a cada dia sofre grandes modificações e mesmo com essas mudanças, muitas mulheres evangélicas ainda se encontram em um estágio de dormência. Não se percebeu ainda como sujeito histórico para essas transformações, pois para desempenhar múltiplas funções precisa estar preparada intelectualmente.

Na comunidade cristã, as mulheres lutam para vencer obstáculos e dificuldades históricas e culturais que foram impetradas ao longo de toda a evolução humana, indo mesmo até contra o posicionamento ensinado nas Escrituras Sagradas, onde a mulher era vista como uma figura atuante para a expansão e propagação do Evangelho. Mas, parece que as mulheres cristãs ainda não se aperceberam desses novos espaços.

A maioria prefere não participar das decisões importantes da igreja, do país, da educação formal. Limita-se a assistir ao culto e voltar para casa satisfeita com seu ritual de comodismo, até porque é mais fácil. Não foi bem assim o que fizeram Joquebede, Ana, Ester, Priscila, Maria, Maria Madalena e tantas outras que deixaram sua marca na história Mas essa realidade está sendo modificada.  Com base nesse resgate bíblico, atualmente em algumas denominações evangélicas, as mulheres tem tido uma maior participação na igreja, nos seminários, na obra missionária, mesmo que ainda muito restrita. Nesse contexto as mulheres da Igreja Batista da Paz da cidade de Caxias-Maranhão, não podem estagnar seus conceitos de sua valorização como mulher ativa, participativa e crítica na sociedade atual e precisam estar qualificada para que alcancem seu lugar na sociedade em que estão inseridas. Daí surge o questionamento: As mulheres cristãs estão preparadas para desempenhar verdadeiramente o seu papel dentro da igreja e na sociedade?
Com bases e exemplos da Palavra de Deus, se faz necessário:

  • Conscientizar a mulher cristã sobre a importância de sua qualificação profissional para sua inserção social.
  • Potencializar a ação da mulher cristã na construção da sociedade como sujeito ativo das mudanças históricas da cidade de Caxias-Ma.
  • Constatar as formas diferenciadas de inserção das mulheres cristã na sociedade atual através de cursos de qualificação profissional.
  • Incentivar as mulheres a se capacitarem profissionalmente para ser inseridas socialmente
  • Promover curso de formação profissional para as mulheres, no sentido de incentivar e valorizar sua auto-estima.

A missão da mulher, não no ponto de vista ontológico, mas no ponto de vista social, historicamente foi determinada pela ideologia da supremacia masculina. Em diferentes fases do pensamento humano, essa afirmação pode ser comprovada, tanto no contexto do pensamento secular quanto no contexto do pensamento religioso. Infelizmente a maioria das mulheres cristãs não tem ocupado seu lugar dentro das igrejas e na sociedade como um todo A mulher sempre foi vista como a que anda “atrás”, cabendo a ela o “forno e o fogão”. Por causa desse tipo de cultura as mulheres ainda sofrem essas mazelas na sociedade atual e com isso muitas mulheres deixaram de se qualificar profissionalmente e hoje vivem frustradas por não conseguirem realizar-se profissionalmente e com isso não se tornam sujeitas ativas na transformação da sociedade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

AVIVAMENTO NA ADORAÇÃO

PEDRA QUE FAZ O CRENTE TROPEÇAR E O AVIVAMENTO NÃO ACONTECER.

  • Religiosidade

João 4: 19-24
"Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.". 

Esses versículos retratam muito bem a questão da religiosidade confundindo o verdadeiro sentido da adoração. Muitas pessoas acham que ser cristão nada mais é do que ser religioso e praticar coisas boas em datas que lhes são convenientes e esquecem que a Adoração deve estar permanete dento de cada ser humano. Em qualquer lugar, em qualquer circunstância, o nosso Deus deve ser exaltado e precisamos entender que nossas vidas são referenciais de adoração e avivamento através de atitudes de verdadeiros servos. 

COMO AVIVAR AS CHAMAS DA ADORAÇÃO DIANTE DOS PROBLEMAS DO COTIDIANO?
  • Adorando a Deus...Buscando com o coração - (v 22)
Não há um lugar específico para se render aos pés do Senhor. Precisamos crêr naquele a quem servimos.

A QUE MOMENTO?
  • Isso depende de cada um em se colocar na presença do Senhor.
A mulher samaritana nem conhecia a Deus, mas bastou poucos minutos de conversa para que ela reconhecesse que estava diante de um homem especial. De alguém que era diferente e que podia fazer toda diferença em sua vida. Um encontro por acaso, mas simplesmente Extraordinário. Nesse encontro com Jesus, aquela mulher teve o discernimento de saber que estava diante de um profeta e sua alegria foi tão grande que não se conteve e não hesitou em ir chamar outros para que conhecessem a Cristo. Esse encontro transformou todo o percurso de vida daquela mulher. Se tornou uma evangelista em potencial, pois verdadeiramente crêu e entendeu que não podia sair dali a mesma pessoa. Algo especial invadiu o seu ser de tal forma que ignorou até mesmo os riscos que podia correr em ser confundida com uma louca. "Como podia alguém sair para ir buscar água em um poço, uma mulher que por situações políticas da época era inferior aos Judeus, sem merecimento, nem privilégios ter um encontro com o próprio Cristo?"

  • Diante de circunstãncias adversas - Problemas

 Porque nós que muitas veses estamos dentro das igrejas , que dizemos conhecer o Senhor, somos tão difícies de sermos tocados?  
Isso acontece, porque muitas vezes nos acostumamos com a letra, mas a letra mata e o Espírito é quem vivifica. Se vamos a igreja como meros expectadores e não deixarmos que a pregação (mensagem) entre em nosso coração, jamais teremos um ENCONTRO verdadeiro com Cristo e nunca seremos alcançados pela sua Salvação. Vivenciamos problemas no nosso dia a dia e eles chegam a tomar proporções gigantescas, alimentados pela nossa mente e de certa forma trancamos e guardamos a chave de nosso coração para que ninguém tire de nós aquilo que registramos na mente e ransportamos para o coração. Você sabia que seu coração tem chave? E que essa chave não tem cópia e nem existe nenhuma forma de xerocar outra idêntica? Onde está essa chave? Para quem você a entregou? Você a perdeu? Deu para seu filhinho brincar com ela? "Cadê essa chave"? Disse jesus: "...Eis que estou a porta e bato, se abrires...". 
Muitos homens colocaram a chave do coração nos problemas, no secular, no financeiro e zombaram do Espírito Santo e hoje estõ selecionados como inquilinos do inferno. Tiham grandes sonhos, grandes projetos, conquistas a serem concretizadas, mas embarcaram até mesmo em embarcações certas, mas com pilotos errados, que não conheciam a rota da verdadeira estrada. Da rota que leva ao sucesso pleno, prosperidade eterna. Hoje, muitos homens estão sem chances de voltar atrás, pois já morreram sem enxergar o rumo certo, não tem mais a chance que eu e você estamos tendo de tomar o rumo certo e viver eternamente. 
Queridos, somente Cristo pode nos guiar. Ele precisa estar no barco.Se você tem dado a chave de seu coração para outro, que não seja o Autor da Vida, ainda há tempo de ser resgatada. Só você pode fazer isso. Escute: "ELE continua batendo na porta de teu coração..." (Apocalipse 3,19). Pegue a chave e entregue a Ele e viverás em abundância de vida eternamente.

CONCLUSÃO 

O mundo hoje oferece muitas oportunidades de uma vida regada de sucesso, fama, dinheiro e tudo que a carne deseja, mas quero te alertar, que as ofertas que Satanás te dá hoje tem prazo de validade. Mas Cristo tem tudo em abundância e não tira de ti o direito de viver em plenitude de prosperidade em todas as áreas de sua vida. Hoje é dia de escolha. Pegue a chave de seu coração e entregue-a a quem tem a melhor oferta. Não importa como você está e nem o que está passando, Cristo tem a solução para tua vida. "Escolhe a Vida para que vivas..." (Dt. 30:19), "Eu vos ensinarei o caminho bom e direito", por isso, "temei ao Senhor, servi-O fielmente e vêde quão grandes coisas Ele fará, mas se perseverardes em andar no caminho do mal, perecereis vós e o vosso rei" (I Samuel 12:24-25).
Amém.
Pra. Wildete Silva - Igreja Batista da Paz Caxias-MA

Brasilia(DF) 23/07/2010



terça-feira, 11 de maio de 2010

ESTRATÉGIAS DE CONQUISTA

ESTRATÉGIAS DE CONQUISTA


Texto: Atos 1.8



1. “Sede testemunhas” – Reflexão.

2. Cuidando da Apresentação – 2 Coríntios 5.20.

• Diga o seu nome e da sua igreja.

• Peça um momento de atenção para comunicar uma mensagem da Palavra de Deus.

• Seja educado e procura oportunidades de deixar a pessoa à vontade com você.

• Não condene quadros de ídolos e procure chamar a atenção de todos.

• Faça o possível para que a pessoa evangelizada leia os textos com você.

• Ore pelas necessidades da pessoa ou família.

3. Tipos de estratégias.

A. O Plano da Salvação – Roteiro de princípios da Redenção.

1 – O amor de Deus – João 3.16; 10.10.

• Descrever o amor de Deus é o privilégio de quem conhece ao Senhor.

• Revelar que uma vida abundante é o propósito de Deus para cada homem.

• Por quê a maioria das pessoas não possui uma vida abundante? É a pergunta que servirá de ponte para o segundo tópico.

2 – O homem é pecador – Romanos 3.23;

• Nivelar todos os homens na condição de pecador.

• Revelar usando textos bíblicos a manifestação do pecado do homem. Gálatas 5.19-21.

• Pecado não é apenas um ato, mas uma condição. Sl 51.5.

• O pecado causa separação entre Deus e o homem. Isaías. 59.1-2.

• Comparar a santidade divina com o estado do homem depois da queda esclarece e responde muitas perguntas.

• Explicar que todos os esforços humanos (religiões, boas obras) não podem nos fazer chegar até Deus.

• Como o homem pode ter comunhão plena com Deus? É a pergunta que servirá de ponte para o terceiro tópico.

3 – Jesus é a solução para o pecador do homem – João 14.6. 1 Timóteo 2.5.

• Apresentar a necessidade da sua vinda para nos perdoar, libertar, curar e nos encher do Espírito Santo dando-nos uma vida nova.

• Jesus Cristo é a solução de Deus para o pecado do homem. Romanos 6.23.

4 – O homem precisa receber a Jesus como seu Salvador pessoal – João 1.12.

• A salvação do homem passa por uma decisão. Deuteronômio 30.19.´

• Esta decisão é pessoal.

• É sinal de arrependimento e fé. Marcos 1.15.



5 – Uma oração de entrega – Romanos 10.9-10.

“Senhor Jesus, eu te recebo como meu Salvador e te confesso como Senhor da minha vida, perdoa os meus pecados e faz de mim a pessoa transformada”.



B. O Testemunho Pessoal – O Exemplo do Apóstolo Paulo (Atos 22).

• Quem ele era antes de conhecer a Jesus. At.22.1-5.

• Como conheceu a Jesus Cristo. At. 22.6-14.

• A vida depois que conheceu a Jesus Cristo. At 22. 15-21.

C. Um Testemunho Bíblico.

• A história de Zaqueu – Lucas 19.1-10.

• A parábola do filho pródigo.

• O testemunho de Madalena.

• A história do endemoninhado de Gadara – Lucas 8.26-39.

OBS: todos estes textos possuem uma facilidade de levarmos alguém a conhecer a Jesus Cristo. Possuem um roteiro fácil e muito útil em pregações evangelísticas.

D. Uma Passagem Bíblica Específica.

• Os dois caminhos – Mateus 7.13-14.

• Sobre idolatria – Êxodo 20.4-6.

• Sobre cura física – Isaías 53.4-5; Lucas 4.31-41.

OBS: Estes textos são úteis em situações onde precisamos de uma palavra para aquele momento, resposta para perguntas honestas e esclarecimentos que as pessoas precisam ter mesmo sem perguntarem.

E. Pregação ou ministração?

• Existem momentos que é necessário uma ministração da Palavra de Deus para gerar a pessoa conhecer a Cristo e quebrar argumentos.

• Existem momentos que exigem uma Palavra objetiva seguida de uma ministração de autoridade para cura física, libertação e cura interior.

• A ministração sobre as pessoas é sempre bem-vinda, principalmente antes de um apelo para seguir a Jesus Cristo.

• Este momento é percebido pelo discernimento. Ou seja, sentimos o momento e a necessidade.

• A ministração exige uma atitude de ousadia do evangelizador. Precisamos pregar o Cristo vivo. O Espírito Santo sempre confirmará uma atitude ousada ou em fé de alguém que prega o evangelho.

• Quem ministra precisa compreender que há poder de Deus sendo liberado enquanto ministra. Precisa fazer uso do Nome de Jesus e mandar os demônios soltarem as pessoas.



4. Alvo da conquista.

1 – Todos os bairros são compostos por quadras.

2 – Cada quadra ficará na responsabilidade de uma célula.

3 – Um líder poderá reunir quantas quadras sua geração pode cobrir, quadras próximas, e assim, todas as atividades serão desenvolvidas naquela área.

4 – A geração passará o mês inteiro só investindo nesta quadra ou área.

5 – O líder fará um roteiro de evangelização pela disponibilidade dos discípulos. Os discípulos que têm disponibilidade pela manhã, evangelizarão neste horário e assim farão nas tardes e noites.

6 – Estaremos concentrando investimento nas praças através de:

Pagode, danças, programação infantil, teatro, louvor, testemunho e pregação.

7 – Faremos levantamento de todas as escolas (Municipais e Estaduais) e faremos um trabalho de evangelização.

• Formaremos 04 equipes.

• Atuaremos na última semana de março (26 a 30).

8 – Distribuiremos bíblias para os novos na fé. O pedido já foi feito à sociedade bíblica (100 bíblias missionárias).

9 – Haverá um trabalho estratégico de intercessão e unção no bairro (específicas).











A Mobilização da Glória de Deus

A MOBILIZAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS


Introdução:

Estamos baseando nossas ministrações no livro do profeta Ezequiel e o contexto deste livro nos ensina algumas coisas:

• A estratégia de conquista de Nabucodonosor, rei da Babilônia em Israel era de deportar os da família real, os aristocratas (famílias nobres), os militares, e os artesões qualificados; e, junto com todos eles, as suas famílias. No ano 586, Nabucodonosor tomou e arrasou Jerusalém, incendiou o templo. A população que ficara na terra era fraca politicamente, militarmente e financeiramente. Neste período foram exercidos os ministérios dos profetas Ezequiel e Daniel.

• Vemos que o propósito do rei de Babilônia era destruir a identidade do povo conquistado, de Israel e deixá-lo fraco e inoperante para não reivindicar seus direitos e recuperar a sua herança. Este também é o trabalho do diabo, fazer com que a igreja perca sua identidade, a marca da sua herança.

• Enquanto o inimigo se mobiliza para confundir a nossa identidade de povo de Deus, o Senhor se mobiliza para colocar o seu corpo (a igreja) em ação.

1. A mobilização da Glória de Deus (Ez 1.4).

• A glória de Deus não é estática ou parada. Ezequiel nos apresenta a glória de Deus sempre se mobilizando ou agindo. O dic. Aurélio nos diz que mobilização significa “movimentar, motivar, fazer passar as tropas do estado de paz para o de guerra, mover em prol de uma causa”.

• Então a glória de Deus é esta ação divina de guardar, de ministrar, de revestir seu povo (Israel e a igreja) para preservar esta identidade.

• A mobilização da glória de Deus vai se opor ao propósito do diabo personificado no rei da babilônia de destruir a identidade do povo de Deus.

• Somos um povo que possui identidade. Somo povo de Deus (Sl 100.3). Possuímos a marca da promessa de Deus em nossas vidas. Possuímos uma herança, um território que precisa ser alcançado, as vidas preciosas que serão nossos discípulos.

• Na experiência de Israel no deserto sob a liderança de Moisés, a glória de Deus fazia paradas estratégicas e repousava sobre o tabernáculo. Era um tempo para refazer as forças. Vemos muitos discípulos parados, porém não é para refazer as forças e sim sinônimo de perda de identidade, hoje é o dia de tomar posição. A glória de Deus se levantava e o povo a seguia, se a glória se levantava era sinal de uma nova conquista para Israel (Nm 09.15-23).

• Percebam que a glória de Deus é sempre posta em mobilização. Os líderes, os discípulos, as células devem seguir a nuvem da glória de Deus, devemos nos movimentar para grandes conquistas neste ano.

2. A mobilização da glória de Deus produz a mobilização dos querubins e das rodas (Ez 1.15-25).

• Muitos têm dificuldade de compreender estes textos (Ez 1.15-25; 10.09-17). A suma é de que quem anda com Deus sempre está se movimentando ou agindo no reino.

• Deus usou os seres angelicais para inspirar Israel e a igreja na sua mobilização na terra.

• Em qualquer parte da terra onde esteja havendo avivamento será vista uma igreja operosa em Deus, igreja que age.

• Não podemos deixar que o inimigo com suas astúcias nos paralise. Os líderes não podem perder sua capacidade de ação ou mobilização.

3. A Característica de quem se movimenta ou age em Deus.

• O simbolismo dos querubins nos ensina. Os querubins estão presente no Éden, na Arca do Testemunho, diante do trono de Deus, nas molduras do tabernáculo, etc.

• São chamados de seres viventes (1.05).

• Andam para frente (1.12). Não deixe a imaturidade lhe paralisar.

• Não se desviam quando avançam (1.12).

• Possuem aspecto de fogo, há fogo entre eles, há fogo saindo de dentro deles. (1.13). O discípulo do Senhor é fervoroso, tem espiritualidade que contagia, há fogo de avivamento em sua vida.

• Seguem a direção do Espírito Santo (1.12,20). Esta características é vista nos querubins e nas rodas. Seguir a carne e o mundo nos tira do fogo divino. Deixemos de ser almático (apenas emotivos) precisamos ser espirituais.

• Fazem manobras quando correm à semelhança dos relâmpagos (1.14).

• Seus corpos eram cheios de olhos (Ez 10.12; Ap 1.8). Ter visão espiritual. Ver as coisas do ponto de vista de Deus. Amar a Deus, ao próximo e as vidas que perecem.

• São adoradores (Ap 4.8).

• Estão diante do Trono de Deus (Ap.4.6). O trono da graça é o lugar de todo discípulo que quer ter capacidade de mobilização em Deus.

• Como satanás era um querubim, possuía estas características e hoje as usa para seus propósitos malignos (Ez 28.14). É necessário que o exército de Deus seja usado para declarar contra o diabo o decreto do Senhor para este ex-querubim. (Sl 149. 8,9).

• Possuem quatro aspectos em suas faces que significam características na sua capacidade de mobilização (Ez 1.10; 10.14; Ap 4.7). Se desenharmos os querubins com estas características ficaram com aspecto de monstros, precisamos entender que estas características têm significado espiritual:

1 – Rosto de homem (inteligência).

2 – Rosto de boi (a força do boi – servo no reino de Deus).

3 – Rosto de leão (coragem, liderança).

4 – Rosto de águia quando está voando (domínio de espaço, visão).

4. O impacto desta realidade na vida do profeta.

• O profeta Ezequiel declara a ação do Espírito Santo sobre sua vida (Ez 2.2; 3.12,14; 8.3;11.5,24).

• O Espírito é o vento tempestuoso (1.4), é o sopro de vida que anima os seres viventes (37.9-10), é a ação de Deus inspirando a palavra profética (8.3) e que transforma radicalmente interior do homem (36.27).

• O Senhor o desafia a profetizar a mudança no local onde ele foi posto para desenvolver seu ministério, e onde há morte haverá um Exército que se levantará (Ez 37.1-10).



Estudo: A Cobertura da Glória de Deus

A COBERTURA DA GLÓRIA DE DEUS




Texto: Ezequiel

Introdução:

Ezequiel significa “Deus me fortalece”.

Era da linhagem sacerdotal “... filho de Buzi, o sacerdote...” (Ez 1.3), iniciou seu ministério aos 30 anos, pois esta era a idade exigida para todo sacerdócio ter início em Israel (Ez 1.1; Nm 4.23). Vemos que o Messias seguiu a mesma instrução (Lc 3.23).

O chamado de Ezequiel inclui o ministério sacerdotal e profético. O profeta Ezequiel foi um dos homens de Deus que mais contribuiu para reavivar nos judeus exilados, o desejo pelo retorno a Sião incluindo a reconstrução do Templo e da cidade e evitar que o povo perdesse a sua identidade de Povo de Deus na estrutura de Babilônia.

Ele viu a glória de Deus. No meio do caos a visão desta glória o sustentou, o usou como instrumento de mudança. Todos nós precisamos andar debaixo da nuvem da glória de Deus.



1. O significado da glória de Deus no ministério de Ezequiel.

• A glória de Deus é a sua presença (Ez. 1.26-28; 3.23).

• É a mão do Senhor sobre nós (Ez 3.22).

2. O aspecto da glória de Deus (Ez 1.26-28).

3. A glória de Deus tem o seu próprio lugar.

• O templo.

• Somos o verdadeiro templo de Deus.

4. Quem está debaixo da glória de Deus.

• Os querubins.

• As rodas girantes.

• O profeta.

• O povo de Deus.



5. A glória de Deus autentica ou confirma o ministério de Ezequiel (Ez 33.32-33).

6. O Espírito da glória de Deus